DIÁRIO  DE                       NOTÍCIAS

  
  

MUXI-NGOLA
MUXI-NGOLA
www.redemuxingolanews.info
VOLTAR AO SITE


Já no ar  ....

ENTREVISTA  COM....​​​​

  Chanceler Líder do MUN Dr. Karl Manuel Sarney Monda.....

       Por : Isidro Kangandjo"

  
A PRIMEIRA GRANDE ENTREVISTA COM CHANCELER DO MUN
Dr. KARL MANUEL SARNEY MPONDA

                 LÍDER DO MOVIMENTO DE UNIAO NACIONAL ´´MUN´´
“AS ELEIÇÕES DE 2017 MOSTRARAM AO POVO ANGOLANO QUE A POSIÇÃO NÃO TEM PERNAS PARA ANDAR”

Semanário A República ouviu o político e nacionalista angolano, líder ou simplesmente chanceler do Movimento de União Nacional, Doutor Karl Manuel Sarney Mponda, no dia 14 deste mês. O político abordou situações relacionadas com a sua organização MUN e das manifestações políticas e sociais levado acabo pelo governo angolano desde a independência do país assim como o papel dos partidos na oposição.

A Organização existe desde 2008 e tem exercido as suas actividades de forma activa no exterior e compartilha as suas visões por causa da internet e dos seus representantes que estão em todas as províncias do território nacional. Várias questões foram colocadas e o político respondeu.
-------------------------------------------------------XXXX---------------------------------------------------
Jornal A República: Quem é o nosso entrevistado?
 
Sou Karl Manuel Sarney Mponda, de 49 anos de idade, natural de Ambuila província do Uíge, sou filho de Manuel Bernardo Pedro um dos
comissários da luta armada de 15 de Março de 1961 e de Maria Wehy Gabriel, os meus país são todos naturais do Uíge e falo a língua materna Kicongo. Sou formado em relações internacionais, resido em Washington, tenho três filhos, estou para defender uma tese de doutorado na universidade da Corea do sul com o tema “Deocracia”. Resido em Washington desde 2005. Sou filho de Angola e o meu objective principal é defender os angolanos. Estivemos recentemente em Portugal trabalhando duramente para ver se as coisas aconteçam conforme queremos.
 
 
JOR. AR: Como surgiu o MUN e com qual objectivo?
 
 
KMSM: O MUN surge em 2008, mas ele tem um precedente que foi em 1997 quando formamos o Partido PIDA (Partido independente Deusista de Angola) porque notávamos, como é certo que havia conta mal feita entre o MPLA e a UNITA, então, tínhamos que pensar em algo novo para não estarmos a criticar os erros que os dois partidos cometeram na altura, então criamos cinco pontos de reivindicação que são:
1-o processo de transição que não foi realizado em 75 e em 92, um problema que resultou na morte de milhares dos angolanos;
2-segundo conferência nacional Soberana para rever os problemas de quem errou, aonde errou e porque errou.
3-Terceiro exigíamos uma mudança absoluta no território a nível económico, politico e social porque o sistema que temos hoje, vem de
1975,
4-quarto falava-se dos espalhados, porque havia ou há pessoas que emigraram para os países vizinhos e noutros continentes para que estes
regressassem na sua terra de origem,
5-o outro tratava-se de Cabinda que não poderia ser combatida mas procurássemos realizar uma conferencia para tratar dos assuntos de interesse de Cabinda e nós o MUN já realizamos encontro com a FLEC.
Enquanto não mudar esses pontos, Angola continuará nas epidemias do
passado. O que aconteceu é que a UNITA sai das matas, perde a guerra,
vem na capital e se integra no sistema do MPLA, não podemos. Em 2008 o MPLA acaba com o PIDA e nós fora do país, estabelecemos o MUN já com uma visão internacional no dia 4 de Julho de 2008 em Filadélfia. Adoptamos Movimento de União Nacional, por ser um movimento que reúne todas as pessoas e militantes da UNITA, CASA-CE, MPLA e outros nacionalistas da FNLA com o objectivo de devolver Angola a sua grandeza porque juntos podemos fazer algo novo.
 
 
JOR. AR: Como está indo o crescimento da organização assim como
aceitação dos cidadãos angolanos?
 
 
KMSM: Conforme sabe, o Movimento de União Nacional é uma organização nacionalista e revolucionária que reúne todos os angolanos sem distinção de raça ou etnia. Com relação a pergunta, o MUN está a ter uma aceitação muito considerável, segundo o revolucionário Indiano,
Mahatma Gandhi, há um dos seus adágios que dizia que no princípio vão
te rir, ignorar, te combater e depois vão se ajoelhar porque você é o
vencedor. É isso que aconteceu no MUN, no princípio éramos confundidos como aventureiros e hoje vejam uma outra realidade. Antes das eleições de 2017, lançamos vários vídeos que previa a fraude e dizemos que com essas eleições Angola não trará nada de novo e só nos deram razão depois de divulgar os resultados dos votos. A pessoa vai onde há verdade e hoje temos uma grande aceitação das pessoas influentes do
MPLA, dos partidos na oposição e dos membros da sociedade civil. “As eleições de 2017 mostraram ao povo angolano que a posição não tem pernas para andar” e não têm por onde ir. Razão pela qual as pessoas
buscam uma nova força porque quando alguém está a se afogar clama pela ajuda. Vamos continuar a trabalhar na mobilização e lançar o maior
desafio político no país porque o que vimos em Angola, a politica é feita de mentiras, demagogia, perseguições e dão esperança falsa aos angolanos. Tenho a certeza que quer o partido no poder, quer os partidos na oposição vão dizer muita coisa erradas sobre o MUN para denegrir o nosso compromisso com o povo angolano. O que nos alegra é que estamos a ter uma grande aceitação em Angola e já estamos em todas as províncias, falta apenas pintar os comités.
 
 
JOR. AR: O que tem sustentado a vossa organização para continuar firme
até agora?
 
 
KMSM: O patriotismo que nós carregamos é que nos sustenta porque isso é mais que o dinheiro, mas quanto aos apoios não podemos divulgar
publicamente porém, temos recebido solidariedade dos outros países, pessoas individuais residentes em Angola por isso prefiro não divulger agora para não violar o sigilo da organização. O que nos motiva em volta de tudo isso é a vontade de ver o MPLA fora da liderança do país e não vamos permitir que fique no poder 50 anos.
 
 
JOR. AR: Por que razão escolheram DEUSISMO como ideologia uma vez que o mundo é liderado pelo socialismo, comunismo e democracia?
 
 
KMSM: Antigamente nos diziam que a monarquia era um mal e pediam amudança a nível internacional por não ter sucesso, surge o comunismo
também não atingiu a expectativa dos apreciadores políticos e o homem
começou a procurar o bem, na Itália surge Mussolini com o fascismo para dar solução porque a democracia estava mal e nada se concretizou, surge o Nazismo com o Hitler também foi derrotado. Depois de ser derrotado entra novamente o comunismo e capitalismo e, mais tarde o
comunismo morre e desde 1989 todo o mundo começou a falar da democracia. Agora questionamos: desde 89 que se derrubou o comunismo, quantas guerras aconteceram a nível do mundo? Quantos morreram? As ideologias conhecidas já fracassaram, não serão capazes de mudar o mundo. Se somos cristãos e acreditamos em Deus, adoptamos o DEUSISMO, mas para que as pessoas não se confundirem a ideologia com a religião, temos uma tese que é a DEOCRACIA. Uma vez que o mundo foi criado por alguém e fez tudo em ordem, significa que há um conjunto de ideias ou sistema que foi estabelecido e que os homens ignoram e este Sistema chama-se Deusismo ou simplesmente DEOCRACIA. O homem funciona com tantos elementos no seu corpo, começando por cérebro, pulmões, Sistema nervo e os membros superiores e inferiores. Todos esses órgãos, funcionam com uma harmonia e não entram em choque, mas por que um estado que tem apenas o poder Executivo, Judiciário e legislativo tem que entrar em conflito? O DEUSISMO está no ser humano e para dirigir o mundo temos que olhar no ser humano e a sua funcionalidade. Todos os elementos do corpo são essenciais e na ausência de um gera prejuízo e morte. É isso que deve ser a boa governação, colocar as pessoas em pé de igualdade, por isso, no Deusismo, dizemos que desprezando um lado para agradar o outro, crias a si um grande problema porque nada é mais importante do que o amor, quem ama o seu próximo, faz tudo por ele.
 
JOR. AR: Têm realizado vários encontros internacionais e recentemente
tiveram um em Portugal. O que se abordou de concreto e qual é a solução que foi encontrado?
 
KMSM: As actividades que temos realizado a nível internacional serve
para mostrar ao mundo que as coisas não estão bem e aquilo que assistimos nas médias de Angola, não é a realidade, salvo os órgãos privados que não têm ligações com o MPLA. Depois de Portugal vou na União Europeia e noutros países no sentido de solicitar apoio internacional. No encontro apelamos aos participantes que para poder solucionar o problema de um país, precisa-se de diagnosticar primeiro o problema e, tudo foi apresentado no local da reunião. Abordamos os três problemas que Angola tem que são: MPLA, OPOSIÇÃO e POVO.  O maior
problema de Angola é o MPLA porque não têm mais nada para dar aos
angolanos, o segundo são os partidos na oposição, são partidos que têm
como objectivo principal de tirar o MPLA no poder mas não são unidos dizem por aí que ganharam as eleições e mais tarde são eles que reconheceram a derrota e estão novamente na assembleia. Deveriam boicotar as eleições ou rejeitar os resultados para não tomar o acento na Assembleia Nacional, com estes protestos a comunidade internacional ficaria de olho ao país. A oposição não faz política que chama atenção a nível internacional porque compactuam-se com o MPLA. Por outro lado, o povo tem de para e pensar que os partidos na oposição não poderão
resolver nada porque têm uma dívida com o MPLA.
 
 
JOR. AR: Que avaliação faz do nosso sistema de educação e saúde?
 
 
KMSM: Estamos num caminho errado, nada melhorou. Recentemente a filha do João Lourenço esteve aqui nos estados unidos para ter bebé porque não acreditam na saúde do país. Quando veja o governo contratar os cabo-verdianos para assessorar a educação, qualquer um dá conta que as coisas estão piores. Quando o MPLA tomou o poder, a primeira coisa que ensinou nos seus pioneiros ou Augusto Ngangula era como manusear uma arma, pegavam um pau de madeira marchavam como soldados. O partido estado, nunca se interessou na boa formação, nunca vais ver um filho do governante se licenciar nas universidades de Angola porque não acreditam no sistema que os mesmos adoptaram. No Bembe, província do Uíge, as operações estão a ser feitas com a luz do telefone e os hospitais de grandes portes como Maria Pia e Américo Boavida, encontramos enfermeiros mas não há fármacos. Um estado como o nosso, não deveria ter esse problema. O MPLA se juntou com os Cubanos antes da Independência e eles têm os melhores médicos a nível internacional, mas o governo não aproveitou a experiencia da Cuba senão as armas. O MUN vai fazer cooperação com a Cuba aproveitando da experiencia da saúde e de outras coisas boas.
 
 
JOR. AR: Qual é o programa que o Movimento de União Nacional tem com os sectores que constituem o estado?
 
 
KMSM: O MUN vai criar o estado federal onde as províncias poderão ser
chamadas de estados e cada um terá uma capital para evitar que o poder
económico e político seja centralizado. Poderemos assim fortificar as culturas, hábitos e costumes de cada província. Actualmente todos e tudo está em Luanda começando do presidente da República até a maioria parte dos deputados estão em Luanda inclusive aqueles que foram votados em ciclo de outras províncias, vivem em Luanda. Temos que voltar a dar vida nas noutras províncias como era no tempo colonial.
Hoje todos querem viver em Luanda, os nossos meninos vêm de outras províncias para trabalhar de carro de mão porque as suas terras de origem não dão condições sociais, mas se se adoptar o estado federal,
criar politicas locais não haverá necessidade do cidadão de Benguela
ou Uíge vir procurar emprego na capital. Temos um lema que é “devolver
a pátria a sua grandeza”, isso significa reconstruir os sectores que constitui o estado. Angola não pode depender do petróleo, é preciso apostar no capital humano, temos terras férteis para qualquer produção
agrícola, temos o mar, Madeira e diamante.
 
 
JOR. AR: Chanceler, os partidos na oposição têm jogado um bom papel em busca de soluções no país?
 
 
KMSM: Não gostamos de mentir, por isso a verdade deve ser dita, temos
que chamar o gato pelo seu próprio nome. A oposição tem jogado um papel muito triste, o papel que a oposição faz em Angola é de legitimar os desejos do MPLA. Em 1992, a UNITA ganhou as eleições, Savimbi reclamou e foi para a guerra e todos condenaram ele por ter tomado aquela decisão e hoje as pessoas estão a dizer que Savimbi tinha razão. A paz chegou em 2002 mas poucos sentem essa paz porque beneficia um grupo de pessoas que têm influência com o regime e os partidos na oposição sabem disso. Perderam as eleições em 2012 porque foram roubados, mas porque não criam um projecto anti-roubo, anti-manipulação e anti-programa do MPLA? Depois das eleições ficam a reclamar que foram roubados e três semanas depois correm na Assembleia para receberem salários, subsídios e carros. Desta vez o povo mostrou que queria a oposição no poder, mas como vai ganhar as eleições se existem acordos para legitimar os ideais do MPLA? São todos
comerciantes políticos.  A oposição angolana é uma palhaçada, se tivessem compromisso com o povo angolano, nas eleições de 2017 deveriam se juntar para concorrer com o MPLA.
 
 
JOR. AR: A maioria dos angolanos perderam a esperança de viver. Quais
são as politicas que deverão ser utilizadas para acabar com a miséria no país?
 
 
KMSM: A única coisa que deve ser feito é dar a oportunidade aos empreendedores que querem investir em diferentes sectores, dar crédito com uma taxa reduzida e de longo prazo para que esses dêem também emprego aos demais, apoiar os agricultores para que os seus produtos cheguem com maior facilidade nas cidades. Vamos igualmente aplicar um sistema muito forte para que os governadores, ministros e todos aqueles que são servidores públicos, devem prestar contas. Temos que ser os primeiros a conquistar a confiança deles. O regime do MUN será o trabalhador e o povo será os nossos patrões, contaremos sempre com as suas ideias porque a união faz a força. Desse jeito, poderemos
devolver a esperança perdida do povo e os sonhos tornar-se-á uma realidade. Mandei documentos “fim do império”a todos os partidos na oposição e coligação para que parassem de lutar pelos interesses partidários e pensar todos juntos na forma como poderíamos tirar o povo da miséria. Todos sabemos que o povo sofre desde a independência de Angola e durante a paz, por isso que alguns mais velhos, preferiram colono branco porque apesar de não ter a liberdade, mas viviam mais ou menos bem em relação com o colono preto que é o MPLA. Estamos a assistir uma nova comédia no país relacionada com repatriamento de capitais. Como vai se repatriar o dinheiro para o país? Estão nas mãos de quem? Como esse fundo saiu de Angola para o estrangeiro? Ouve corrupção, manipulação de contas e roubo de dinheiro dos ministérios. É impossível repatriar porque o sistema continua o mesmo, as leis não funcionam e as ordens não são cumpridas, isso é para buscar o populismo perdido porque o João Lourenço é a continuidade do MPLA. O que se precisa é criar as bases para dar esperança ao povo e se exigirá patriotismo absoluto, a grandeza de um
país começa pelo homem e é aí onde está o reflexo de boa governação. O governo ensina e só Deus faz milagres.
 
 
JOR. AR: Conforme está o regime angolano, será possível sair de uma forma pacífica ou se precisará de uma intervenção militar?
 
 
KMSM: Quanto a retirada do MPLA no poder, não é um problema tão
grande. Há dois pontos para ver o MPLA fora do poder: o primeiro é ele
sair de forma pacífica por via eleitoral, mas não tem que haver dois
ou mais candidatos da oposição, todos têm que se juntar e escolher um
candidato para concorrer nas eleições com o partido estado. Nenhum
líder da oposição quer deixar o seu ego, estão mais orgulhosos por eles mesmos, sacrificaram o povo ao benefício do seu ego e desse jeito é impossível o MPLA sair por via das eleições. Por outro lado, tem que sair por meio da força, para isso tem que haver duas forças militares que são legion kondor que é do MUN e as FAA. Conforme está a realidade do país não vamos partir pela Guerra porque não existe um soldado das FAA que lutaria para defender o MPLA que desgraçou a sua vida e dos seus filhos. A intervenção military torna a ser uma das opções mas sem sacrificando o povo. Será preciso mobilizar os militares, pensar nas condições que os angolanos vivem para juntos darmos soluções, isso evitará os militares não tomarem decisões emocionais. Poderá haver uma acção militar mas será a ocupação e não partir pela guerra.
 
 
JOR. AR: O que é que Angola espera do MUN?
 
 
KMSM: Angola deve confiar no MUN, teremos uma Angola melhor, sem
racismo, sem regionalismo, sem tráfico de influência. Os angolanos devem esperar uma Angola livre e verdadeiramente independente, poderemos trabalhar juntos porque o angolano não tem necessidade de
emigrar nos outros países. Vamos criar leis próprias que impune todos, onde as pequenas infracções custe graves punições, vamos acabar com as imunidades porque essa lei vem salvaguardar os corruptos que exercem grandes cargos do estado e a lei deve ser para todos visto que ninguém está acima da lei.
 
 
JOR. AR: O que os estrangeiros dizem sobre Angola?
 
 
KMSM: Sobre o assunto, temos que dividir os estrangeiros em grupo. Temos portugueses que colonizaram Angola, europeus em geral, americanos, asiáticos e africanos em particular. Cada um tem a sua visão sobre o país. Para os brasileiros, acham que Angola está bom porque é um país que sempre apoiou Angola e foi o primeiro a reconhecer a nossa
independência. Quem tem o objectivo de explorar de uma forma ilícita os nossos recursos, nunca vai falar mal de Angola, mas na sua maioria reconhecem que Angola está mal. Na América onde vivo, falam que o sistema governamental de Angola deve mudar, reconhecem que vivemos numa ditadura.
 
 
JOR. AR: Para quando os Jornalistas angolanos terão a oportunidade de
fazer cobertura das vossas actividades no estrangeiro?
 
 
KMSM: Seria uma grande satisfação ver os jornalistas angolanos fazerem
cobertura das nossas as actividades, na verdade, sentimos a vossa falta porque as nossas ideias não devem ser faladas simplesmente aos angolanos residente no estrangeiro, o nosso foco principal é de falar para todos os angolanos e não queremos que eles conheçam o MUN através da RTP-ÁFRICA ou outros meios de comunicação do estrangeiro. O nosso
desejo é falar dos nossos objectivos através dos órgãos de Angola conforme faz hoje (na altura) o Semanário A República e estaremos abertos para receber qualquer jornalista angolano desde que está pronto para levar a verdade e a visão do MUN há todos os angolanos.
 
JOR. AR: Doutor, tem uma agenda para visitar a sua terra natal ainda este ano?
 
 
KMSM: A vontade não falta, tenho muitas saudades do meu país e da
minha terra de origem. Não quero viver mais no estrangeiro nem mais um dia. Vou regressar e contribuir para que ninguém tenha mais a vontade de morar no estrangeiro, lavar loiças nos restaurantes de Portugal, limpar o chão na Inglaterra, ser guarda na América, sofrendo
humilhação pelos chineses e Dubai pelos Árabes.n MPLA negou Jonas Malheiro Savimbi regressar em Luanda porque seria um incómodo e eu não serei poupado porque nunca aceitarei as ordens do MPLA, aliás, o MUN desobedece todas as leis estabelecidas por ele. A lei eleitoral e do estado, nós não aceitamos. Pessoa como eu regressar já em Angola, serei mais um outro Fulupinga Nlando Víctor e tantos outros que morreram durante o período de paz. Vamos estabelecer tudo e regressarei em Angola porque é a única terra que me identifica, comer o funge de bombo com quizaca e abraçar o meu povo que tanto sofre pelas políticas falhadas do MPLA.
 
 
JOR. AR:  Qual é a mensagem que pretendes deixar ao povo angolano e das pessoas que o MUN conquistou no estrangeiro?
 
 
KMSM: A mensagem que eu deixo ao povo angolano, é o seguinte: é preciso acreditar vocês são um povo grande, ninguém quer repetir os erros que aconteceram durante os 43 anos e o povo tem de saber que para mudar um hábito mau é preciso sacrifício. O MUN conhece os vossos problemas tanto quanto vocês conhecem, se os homens podem estragar também podem construir. Só unidos venceremos, separados nunca venceremos. Aproveito também a oportunidade que o JORNAL A REPÚBLICA nos concedeu para passar a entrevista porque Angola só será forte quando a imprensa pautar pela verdade. Os nossos parabéns.